terça-feira, 29 de agosto de 2017

Catástrofe nos Estados Unidos: A mudança climática intensificou o Furacão Harvey?

De vez em quando, o pior cenário ocorre.

A partir da tarde de domingo, os restos do furacão Harvey parecem provavelmente exceder as piores previsões que precederam a tempestade. Toda a região metropolitana de Houston está inundando: as interestaduais estão sob os pés da água, as autoridades locais pediram aos proprietários dos barcos que se juntem aos esforços de resgate, e a maioria dos córregos e rios perto da cidade estão em fase de inundação.

Alguns modelos sugerem que a tempestade permanecerá na área até a noite de quarta-feira, despejando incríveis 1250mm de água no total em Houston e nos arredores.

"Quantidades locais de precipitação de 1250mm excederão qualquer record prévio de precipitação no Texas. A amplitude e a intensidade desta chuva estão além de qualquer experiência antes ", disse uma declaração do National Weather Service. "Inundações catastróficas estão em andamento e espera-se que continuem por vários dias". (Em anos de relato do tempo, nunca vi uma declaração tão brusca e ameaçadora.)

imagem estacao espacial furacao harvey

furacao harvey satelite meteorologico


Isso significa que milhares de pessoas - e talvez dezenas de milhares de pessoas - estão enfrentando uma luta terrível e muito real para sobreviver agora. Numa época em que o clima está a mudar rapidamente, uma questão natural a perguntar é: Qual o papel que o aquecimento global provocado pelo homem desempenhou no fortalecimento desta tempestade?



Os cientistas do clima, que se especializam em pensar sobre o sistema da Terra como um todo, muitas vezes são reticentes para vincular qualquer evento meteorológico com a mudança climática global. Mas eles dizem que aspectos do caso do furacão Harvey - e a história recente de ciclones tropicais em todo o mundo - sugerem que o aquecimento global está piorando a situação.

Pode não ser óbvio por que o aquecimento global tem algo a ver com a força do furacão. A mudança climática é causada pela liberação de gases de efeito estufa como dióxido de carbono e metano na atmosfera. Esses gases impedem que alguns raios solares voltem ao espaço, atrapalhando calor no sistema planetário e aumentando as temperaturas do ar em todo o mundo.

Este ar quente faz com que a evaporação ocorra mais rapidamente, o que pode levar a mais umidade na atmosfera. Mas esse fenômeno sozinho não explica os efeitos da mudança climática em Harvey.

Tempestades como Harvey são ajudadas por uma das conseqüências da mudança climática: à medida que o ar aquece, parte desse calor é absorvido pelo oceano, o que, por sua vez, aumenta a temperatura das camadas superiores do mar.

Este ar quente faz com que a evaporação ocorra mais rapidamente, o que pode levar a mais umidade na atmosfera. Mas esse fenômeno sozinho não explica os efeitos da mudança climática em Harvey.

Tempestades como Harvey são ajudadas por uma das conseqüências da mudança climática: à medida que o ar aquece, parte desse calor é absorvido pelo oceano, o que, por sua vez, aumenta a temperatura das camadas superiores do mar.

Harvey beneficiou de águas inusitadamente torradas no Golfo do México. À medida que a tempestade rugia em direção a Houston na semana passada, as águas da superfície do mar perto do Texas aumentaram entre 2,7 e 7,2 graus Fahrenheit acima da média. Essas águas foram alguns dos pontos mais quentes da superfície do oceano no mundo. A tempestade tropical, alimentando esse calor incomum, conseguiu progredir de uma depressão tropical para um furacão de categoria quatro em cerca de 48 horas.

"Este é o principal combustível para a tempestade", diz Kevin Trenberth, cientista sênior do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas dos EUA. "Embora essas tempestades ocorram naturalmente, a tempestade pode ser mais intensa, talvez um pouco maior, mais duradoura e com chuvas muito mais pesadas [por causa do calor do oceano]".

Isso também sugere uma explicação para um dos comportamentos mais estranhos e assustadores de Harvey. A tempestade intensificou-se até o momento do pouso, atingindo quatro horas de força da categoria antes de bater na costa do Texas. Isso não é apenas raro para os ciclones tropicais no oeste do Golfo do México: pode ser único. Nos últimos 30 anos de registros, nenhuma tempestade a oeste da Flórida se intensificou nas últimas 12 horas antes do pouso.



Se em um país de primeiro mundo com os Estados Unidos, os efeitos do Harvey são assim devastadores, imaginem o que um país cheio de problemas de infra-estrutura como o Brasil sofreria se recebesse um evento climático desta magnitude? 

De acordo com cientistas, estes efeitos nocivos ao clima do planeta podem ser maiores ou menores dependendo das medidas que o ser humano tomar hoje e nos próximos anos com relação à emissão de gases poluentes. Uma das medidas mais importantes seria a diminuição da emissão de gases gerados pela queima de combustíveis fósseis como, por exemplo, os derivados de petróleo (gasolina e diesel) e o carvão mineral. São estes os principais causadores do aquecimento global e das mudanças climáticas.

Provavelmente este terrível evento climático irá alertar as autoridades para intensificar os debates sobre alternativas para o combate ao aquecimento global e consequentemente a prevenção de desastres até maiores que este ocorrido em Houston. 

A Natureza está dando o seu recado. Cabe a nós entendê-lo.



Fonte: The Atlantic
Tradução: Advento

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

As principais doenças transmitidas pelo carrapato

Imagine a cena: após uma bela caminhada por uma floresta, ao chegar você se depara com uma bolinha minúscula em sua pele, que ao removê-la, lhe causa irritação e vermelhidão no local. Ao verificar percebe que se trata de carrapatos. E agora? O que fazer? 

carrapatos dedetizadora porto alegre advento


Carrapatos são animais pequenos (aracnídeos) que ao morder, se alimentam de sangue. Os carrapatos vivem na pele e penas de muitos pássaros e animais. A maioria dos carrapatos não é portadora de doenças, mas é importante remover um carrapato logo que você encontrá-lo.

Carrapatos tendem a ser mais ativos durante os meses mais quentes. Áreas de florestas, arbustos e grama possuem mais carrapatos. Estes insetos também são muito comuns nas grandes cidades e neste caso você deve procurar uma dedetizadora para efetuar o controle deste perigoso inseto. Para uma pessoa adquirir uma doença, o carrapato também deve ser infectado.

doencas causadas carrapatos


Doenças transmitidas por carrapatos, que infectam os seres humanos e outros animais são causadas por agentes infecciosos transmitidos pelas picadas. As doenças são causadas por bactérias, vírus e protozoários.

1- A Doença de Lyme

A doença de Lyme é causada pela bactéria Borrelia burgdorferi, mas é transmitida por um carrapato da espécie Amblyoma cajennense, no Brasil. Ela pode causar fadiga, dor de cabeça, rigidez do pescoço, febre, dores musculares e nas articulações e às vezes uma erupção vermelha que se parece com um olho de boi. Os lugares escolhidos são axilas, couro cabeludo e região da virilha. Não é transmitida pelo leite materno nem entre pessoas. Antibióticos funcionam normalmente. Se você não receber tratamento imediato, a doença de Lyme pode causar sérios problemas com as articulações, sistema nervoso e o coração.

2- Babesiose

A Babesiose, Piroplasmose ou Doença do Carrapato é causada por protozoários do gênero Babesia microti e é transmitida por carrapatos que infectam as células vermelhas do sangue. Babesiose nem sempre pode causar sintomas. Quando os sintomas estão presentes, eles geralmente começam 1 a 4 semanas após a picada do carrapato. Os sintomas da babesiose incluem:

Mal-estar
Diminuição do apetite
Cansaço
Febre, calafrios e suores
Dores musculares (mialgias)
Babesiose pode causar anemia hemolítica e normalmente é tratada com antibióticos.

3- Febre da Carraça Colorado

Febre da carraça Colorado é causada por um vírus transmitido pelo carrapato madeira. Os sintomas geralmente começam dentro de 14 dias (média de 3 a 6 dias) da picada do carrapato. Os sintomas da febre da Carraça Colorado incluem febre, calafrios, dor de cabeça, dores musculares, sensibilidade à luz (fotofobia). O carrapato deve ser removido da pele e se necessário, tome um analgésico (não dê ácido acetilsalicílico (aspirina) às crianças). Essa doença de carrapato desaparece sozinha.

4- Erliquiose

Causada por bactérias, a erliquiose é uma doença infecciosa, que pode ser transmitida aos seres humanos pelo carrapato “estrela solitária”. Ela causa febre, calafrios, dor de cabeça (muitas vezes grave), mal-estar (indisposição), náuseas e vômitos e uma erupção roxa ou vermelha. Os sintomas geralmente começam a partir de 1 a 21 dias (média de 7 dias) após a picada do carrapato. O tratamento deve ser o mais rápido possível.

5- Febre Maculosa

A febre maculosa no Brasil é transmitida pelo carrapato da espécie Amblyomma aureolatum, que é conhecido como o carrapato-amarelo-do-cão e causada pela bactéria Rickettsia rickettsii. Os sintomas iniciais geralmente começam cerca de 2 a 14 dias após a picada do carrapato e pode incluir uma febre repentina, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulares, erupções, náuseas e vômitos. Tem cura se for tratada com antibióticos nos primeiros dias da infecção.

6- Febre Recorrente

Febre recorrente é uma doença infecciosa bacteriana que pode ser transmitida aos seres humanos por carrapatos. Os sintomas geralmente começam de 3 a 11 dias (média de 6 dias) após a picada. Eles podem durar vários dias, ir embora, e depois voltar vários dias depois. Os sintomas da febre recorrente incluem febre alta que começa de repente e pode durar de 3 a 6 dias, dor de cabeça, aumento da frequência cardíaca, dor muscular e abdominal, mal-estar e erupção cutânea. Não possui vacina.

7- Anaplasmose

Anaplasmose é uma doença causada pela bactéria do gênero Anaplasma. É transmitida aos seres humanos por picadas de carrapatos. Das quatro fases distintas no ciclo de vida do carrapato (ovo, larva, ninfa, adulto), os carrapatos de ninfa e adulto são mais frequentemente associados com a transmissão da anaplasmose para os seres humanos. Os sintomas incluem: febre, dor de cabeça, calafrios e dores musculares. Geralmente, estes sintomas ocorrem dentro de 1-2 semanas de uma picada de carrapato. Anaplasmose é inicialmente diagnosticada com base nos sintomas e quadro clínico e mais tarde confirmada pela utilização de testes de laboratório especializados. Se não for tratada corretamente e precocemente, essa doença de carrapato pode ser fatal.

8- Tularemia

Tularemia, Febre da Mosca do Cervo ou Febre do Coelho é uma doença de animais e seres humanos causadas pela bactéria Francisella tularensis. Coelhos, lebres e roedores são especialmente suscetíveis e muitas vezes morrem em grande número durante surtos. Os seres humanos podem ser infectados através de várias maneiras, incluindo:

Carrapato e veados por mordidas
Contato da pele com animais infectados
A ingestão de água contaminada
A inalação de aerossóis contaminados ou poeiras agrícolas
Exposição laboratorial
Altamente contagiosa e fatal se não for tratada. Os sintomas variam, dependendo da via de infecção, entre eles pode ser úlcera na pele, febre, dor de cabeça, vermelhidão nos olhos, vômitos, etc. Embora tularemia possa ser fatal, a maioria das infecções pode ser tratada com sucesso com antibióticos.

Evite tularemia fazendo:

O uso de repelente de insetos
O uso de luvas ao manusear animais doentes ou mortos

9- Doença Powassan

O vírus é transmitido aos seres humanos por carrapatos infectados. Sinais e sintomas dessa doença podem incluir febre, dor de cabeça, vômitos, fraqueza, confusão, convulsões, perda de memória e problemas neurológicos. Não existe um tratamento específico, mas as pessoas em situação grave muitas vezes precisam ser hospitalizadas para receber suporte respiratório, fluidos intravenosos ou medicamentos para reduzir o inchaço no cérebro.

10- Vírus Heartland

É causada por um carrapato que possui o vírus Heartland e transmite a doença. Todos os infectados têm febre, cansaço, dores de cabeça, dores musculares, diarreia ou falta de apetite. E têm baixos números de células que combatem as infecções e necessitam de hospitalização. Não existe vacina para essa doença de carrapato apenas cuidados de suporte para os sintomas.

Diagnóstico e tratamento

Em geral, os testes laboratoriais específicos não estão disponíveis para diagnosticar rapidamente doenças transmitidas por carrapatos. Devido à sua gravidade, antibiótico é o tratamento muitas vezes usado.

Normalmente, remover o carrapato, lavar o local da picada e prestar atenção para os sintomas da doença é o necessário.

carrapato se alimentando de sangue humano


Algumas pessoas podem ter uma reação alérgica a uma picada de carrapato. Esta reação pode ser leve, com alguns sintomas irritantes. Em casos raros, ocorre uma reação alérgica grave (anafilaxia).

Prevenção

As pessoas podem limitar a sua exposição a picadas de carrapatos, vestir calças e mangas compridas e usar repelentes de insetos.

Embora a maioria das doenças de carrapatos tenha cura quando tratada no início, procurar conhecer os sintomas e se prevenir é a melhor forma de diminuir os casos de infecção, causada por doenças de carrapatos.

Fonte: Biosom

Para resolver problemas com infestação de carrapatos procura uma empresa dedetizadora especializada no controle deste tipo de praga.

Os danos que a infestação de cupins pode causar no seu patrimônio

Pequeninos, vorazes e organizados: assim são os cupins, insetos que podem causar grandes estragos nas estruturas de madeira. Derivados de celulose são a sua única fonte de alimentação - aliás, é puro mito dizer que existe um tipo que ataca concreto. "O mais comum é a broca, besourinho que ataca madeira seca e deixa um pozinho, seguido do cupim de madeira seca, que deixa um pó mais granulado. Ambos atacam de forma lenta e são combatidos no ponto onde se manifestam".

infestacao cupins


Mas a grande ameaça vem mesmo é do chamado cupim de alvenaria (também conhecido como cupim de solo ou subterrâneo). Para combatê-lo, é preciso localizar seu ninho, que pode estar a até 30 metros do local infestado, e fazer uma barreira. É uma espécie extremamente voraz, que destrói com rapidez e, pior, sem deixar muitos rastros. Um portal ou armário aparentemente perfeito muitas vezes estão ocos, pois o inseto já devorou a estrutura interna.

Fique de olho

É difícil evitar o ataque dos cupins, mas não impossível. Agosto e setembro costumam ser os meses da revoada - quando são atraídos pelas lâmpadas, ao entardecer. Segundo Luiz Cláudio Gomes, da Controle Intensivo, estima-se que, de cada cinco mil insetos, dois criam uma nova colônia. A rainha pode chegar a 7 cm, mas é muito difícil encontrá-la. 

moveis e madeiramento com cupins


Abaixo, algumas dicas para evitar a praga:

- Sempre que possível opte por madeiras nobres.

- Madeiras de construção abandonadas na contra-laje ou em reservatórios de água, deixadas por descuido no fim da obra, são um chamariz. Se possível, remova o mais rapidamente possível entulho com restos de madeira.

- Telas nas janelas podem evitar a entrada de cupins alados.

- Limpe a casa diariamente para eliminar insetos que queiram alojar-se entre livros, sob tapetes, dentro de armários etc.

- A cada seis meses, observe se há pequenos furos ou pó semelhante a serragem em esquadrias, portas, tacos e móveis de madeira. Em caso de sinal da presença de cupim, substitua a peça.

- Também é possível fazer descupinização preventiva. Procure uma firma especializada e com registro na Vigilância Sanitária, com responsável técnico - que pode ser um profissional agrônomo, biólogo, veterinário, farmacêutico ou químico.

Mais antigos que o homem

Cupins tornaram-se uma praga urbana devido ao desequilíbrio ecológico causado pela destruição das áreas de floresta. Esses insetos gostam de calor e umidade e se alimentam de derivados de celulose - madeira e papel. Os cupins existem na Terra há muito mais tempo que o homem, e restos fossilizados deles já foram encontrados em formações geológicas datadas de 55 milhões de anos. São insetos que sempre desempenharam um papel fundamental no meio ambiente ao decompor matéria orgânica, contribuindo para a incorporação de nutrientes e fertilidade ao solo. Desde que o homem começou a construir habitações ou estruturas de madeira é que se conhecem seus danos.

Existem muitas espécies de cupins e sua fonte de alimento pode variar bastante - existem os que comem raízes de plantas ou fungos, por exemplo. Por isso, é importante saber identificar a espécie a ser controlada, diferenciando cupins que não causam prejuízos (e são úteis na manutenção da cadeia alimentar na natureza) dos que causam danos ao patrimônio do homem.

Cerca de 2.200 espécies de cupins já foram descritas, e no continente americano são encontradas aproximadamente 540 espécies distribuídas em 84 gêneros e cinco famílias. O Brasil apresenta cerca de 200 espécies, a maioria inofensiva ao homem. A família Kalotermitidae é a que reúne os cupins de madeira seca, e a família Rhinotermitidae engloba os cupins subterrâneos.

Em caso de infestações com cupins chame uma empresa especializada em descupinização.

O perigo das infestações de ratos e outros roedores

Esses animais geralmente se multiplicam em locais onde existe maus hábitos de higiene, o que facilita a proliferação de bactérias, aumentando o risco de infecção dos seres humanos.
Qualquer das infecções citadas ocorre através do contato direto ou indireto do homem com as fezes e urina desses animais. 

As enchentes aumentam bastante o risco de contágio, mas é possível se proteger das doenças nas cheias.
Para evitar essas doenças é preciso evitar o contato com ratos e outros roedores e, ao manusear objetos que estiveram em contato com água possivelmente contaminada, é recomendável usar luvas e botas e desinfetar os alimentos.

doencas causadas por ratos roedores


Doenças transmitidas por roedores podem ser muito graves e levar a morte. A maioria delas são causadas pelos ratos, como:

Leptospirose
Peste Bubônica
Tifo Murino
Febre da mordida do rato
Triquinose
Raiva
Salmonelose
Sarnas
Micoses
Hantavirose

Fonte: Tua Saúde

Em caso de infestações procure uma empresa especializada no controle de ratos para se livrar desse risco a saúde.

Infestações de pombos: Doenças transmitidas e prevenção

infestacao pombos doencas

É importante evitar o contato com os pombos de rua porque as doenças causadas por eles incluem cegueira, infecções no cérebro, dos pulmões e dos intestinos.

 A forma mais comum de infecções causadas pelos pombos é feita pelas vias respiratórias, através da inalação das fezes secas depositadas nos mais variados lugares, como em carros, chãos, janelas e calçadas. Porém, outro modo de contaminação é através do piolho dos pombos que podem cair sobre as pessoas quando eles voam.

As principais doenças transmitidas pelos pombos são:
Criptococose
Histoplasmose
Salmonelose
Ornitose
Toxoplasmose
Dermatites
Alergias
Psitacose
Tuberculose avícola

alimentar pombos risco saude

Alimentar pombos na rua pode fazer mal a saúde devido as inúmeras bactérias e micro-organismos que esses animais possuem, que podem deixar os humanos susceptíveis a doenças como micoses, salmonelose, criptococose, ornitose e dermatite, além de possuírem piolhos que geralmente também podem parasitar os humanos.

Os pombos costumam comer grãos e sementes mas também aceitam outro tipo de alimentação como pães, farelos e restos de comida, alimentá-los acaba sendo a diversão de muitas famílias, devido a aparência inofensiva e cativante dessas aves, mas se o indivíduo teve contato com pombos e manifesta sintomas como febre alta, calafrios e dor de cabeça deve procurar um médico para evitar infecções generalizadas as doenças podem ocasionar inflamaçõe ou infecções pulmonares 
Os indivíduos que necessitam lidar com os pombos ou com seu habitat e que tenham contato direto com essas aves, precisam de alguns cuidados especiais como a utilização de luvas e de máscaras protetoras.

Alimentar os pombos  na cidade aumenta a probabilidade de contaminação, porém as doenças podem ser causadas pela inalação das fezes desses animais depositadas no chão, janelas e calçadas, que muitas vezes não são percebidas pelos indivíduos. Para fazer a higiene correta, basta molhar o local com água e cloro e deixar o produto agir por aproximadamente uma hora, é um cuidado simples que pode ser determinante para a saúde.

Em casos mais graves chame uma dedetizadora especializada em controle de pombos.

Fonte: Tua Saúde

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Pacto nacional pela gestão das águas

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Foto: Agência Nacional de Águas
Em celebração ao Dia Mundial da Água ( 22 de março ) e o Ano Internacional de Cooperação pela Água, o Ministério do Meio Ambiente e a Agência Nacional de Águas lançaram em 2013 um programa de incentivo financeiro para fortalecer a gestão das águas nos estados. O anúncio do Programa de Consolidação do Pacto Nacional pela Gestão das Águas (Progestão) foi feito na véspera do Dia Mundial da Água, 22 de março, em coletiva de imprensa concedida pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e pelo diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu.
Para o cumprimento de seus objetivos, o Progestão aporta recursos orçamentários da ANA, na forma de transferência pelo alcance de metas acordadas entre a Agência e as entidades indicadas, sendo interveniente o Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH). As metas, concebidas em ciclos quinquenais de proposição e de avaliação, incluem:
- Metas de cooperação federativa, definidas pela ANA com base em normativos legais ou de compartilhamento de informações, comuns a todas as unidades da federação; e
- Metas de gerenciamento de recursos hídricos em âmbito estadual, selecionadas pelos órgãos gestores e aprovadas pelos respectivos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos, a partir da tipologia de gestão escolhida.
A participação no Progestão é aberta ao Distrito Federal e a todos os estados interessados em colaborar para o alcance dos objetivos do Pacto Nacional pela Gestão das Águas. A adesão é voluntária e se dá por meio de edição de Decreto específico do Governador do Estado ou do Distrito Federal, indicando a entidade responsável pela coordenação da implementação do Programa.
O Rio Grande do Sul aderiu ao Progestão por meio do Decreto nº 50.741, de 14 de outubro de 2013, o qual definiu como entidade coordenadora do Programa no estado a Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – SEMA.
O estado selecionou a tipologia B de gestão, aprovou o Quadro de Metas junto ao Conselho Estadual de Recursos Hídricos e assinou o contrato Progestão com a ANA em 31 de dezembro de 2013, definindo para a certificação o período de 2013 a 2017.
Para saber mais sobre o Progestão acesse http://progestao.ana.gov.br

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Manutenção correta ajuda a prevenir entupimentos na pia da cozinha

A pia da cozinha entupiu ou a água está demorando para escoar? Isso pode ser sinal de que você se descuidou da manutenção da caixa de gordura. Mas você sabe o que é e para que serve esse equipamento? Ela é como um grande balde, que fica abaixo do piso, deixando ver apenas a tampa. Sua função é impedir que a gordura dos alimentos - que vai com a água literalmente ralo abaixo - chegue à rede de esgoto. 

A caixa de gordura tem as medidas calculadas pelo engenheiro, no momento do projeto do imóvel, levando em conta o número de pessoas que vão usar a cozinha. Na caixa há uma quantidade pré-determinada de água, que serve como "filtro" da água gordurosa que vem da pia da cozinha e da máquina de lavar louças. Esse líquido oleoso entra por um tubo, cai na água que já está no dispositivo e sai pelo lado oposto, sem a gordura. "Como água e óleo não se misturam, devido ao tempo de passagem, a gordura boia e só a água passa", resume engenheiro civil José Roberto Scarpetta Alves. 

desentupimento caixa de gordura

desentupimento de pia


Manutenção

As caixas de gordura são comumente feitas de concreto ou de plástico PVC. Elas possuem tampa removível para facilitar a limpeza. Nela, a sujeira se apresenta como uma espécie de "casca" e deve ser retirada, ensacada e jogada no lixo orgânico. O procedimento deve ser feito de seis em seis meses em casas, e de três em três meses em prédios, e pode ser realizado por empresas especializadas ou com o uso de bactérias que "comem" a gordura. Essas bactérias são vendidas em formato de farelo seco embalados em potes plásticos e são encontradas em lojas especializadas. É importante destacar que os resíduos que sobrarem da limpeza da caixa não devem ser jogados na rede de água novamente – como no vaso sanitário. Isso pode provocar entupimento do sistema. 

O engenheiro alerta que, mesmo com o uso das bactérias especiais, é obrigatório fazer pelo menos uma higienização anual da caixa de gordura. 

Para facilitar a remoção da gordura da caixa até o saco de lixo, alguns modelos do dispositivo vêm com uma cesta de limpeza. 


Gordura no ralo da pia 

O cuidado com a gordura no ralo da pia é importante porque o excesso do material pode levar ao escoamento lento da água, a entupimentos da tubulação e ao mau cheiro. Em casos extremos, pode haver transbordamento da caixa de gordura - quando a limpeza não é feita no período correto - ou volta do líquido sujo pelo ralo da pia - o que ocorre quando a caixa está cheia e a água que chega nela não consegue seguir adiante, ou seja, retorno por onde entrou. 


Cuidados preventivos 

Mas vale o ditado de que não sujar é melhor do que limpar. Scarpetta explica que a caixa só retém a gordura que consegue chegar até ela. Antes disso, porém, o óleo que desce com a água pela pia vai se acumulando na tubulação. Com isso, pedaços de alimentos, como grãos de arroz, podem acabar aderindo à parede do cano também, em um processo que se repete. "Esse material acaba criando uma espécie de bola, que diminui a vazão da tubulação e faz a água da pia demorar para escoar", continua o engenheiro. 

O conselho para evitar essa situação é não jogar restos de comida na pia, descartando o que sobra dos pratos e panelas na lixeira, antes de lavar a louça. "Passar papel toalha na superfície do utensílio, retirando todo o excesso de gordura antes de lavá-lo, também ajuda a evitar essa situação, além de economizar água", ensina. 

Outra dica é jogar cerca de dois litros de água fervendo na pia depois de lavar a louça - "o tubo resiste", garante o engenheiro. O líquido quente vai descolando a gordura grudada na tubulação. 

O desentupimento pode ser feito, ainda, com produtos à base de soda cáustica (à venda em lojas especializadas e na seção de limpeza de grandes supermercados). O químico é jogado no ralo da pia, age por alguns minutos e depois é limpo com água corrente, sem que a pessoa encoste nele. "É meio perigoso e tóxico, devendo ser usado longe de crianças e com muito cuidado", alerta Scarpetta. E usar refrigerante a base de soda, como os refrigerantes de cola, funciona? "Não é cientificamente comprovado", diz. 


Caixa de gordura x caixa sifonada 

Scarpetta aponta uma situação em que o problema de escoamento de água pode ser mais difícil de resolver do que com uma simples limpeza: o caso da caixa sifonada. O equipamento, que serve para recolher a água do chuveiro em casa, por exemplo, às vezes é usado em substituição à caixa de gordura como uma medida de economia, já que é mais barato. O especialista alerta que isso é "totalmente inadequado". "O volume de retenção é muito pequeno e há tendência de encher mais rápido, além de as duas caixas funcionarem de maneiras diferentes", explica o profissional. "A tubulação de entrada da caixa sifonada também é menor do que deveria, e a velocidade com que a água passa não é suficiente para separar água e gordura, ou seja, a caixa se torna ineficiente", completa. 

Segundo o engenheiro, em caso de entupimento ou demora no escoamento da água da pia, o indicado é limpar a caixa de gordura. Se não for possível, ou se a caixa for sifonada e não houver possibilidade de trocá-la pela de gordura, ele aconselha a jogar água quente direto na caixa. "E evitar encher a pia de gordura novamente", finaliza. 

Fonte: Hagah / Bonde

Economia circular: criando negócios sustentáveis

economia circular

Um dos principais desafios dos executivos atualmente é como tornar o seu negócio mais sustentável. Nesse sentido, percebemos que os avanços mais importantes são alcançados graças a temas e atividades vinculadas ao conceito de economia circular. Essa é a estratégia mais simples e direta para reduzir o desperdício dos recursos – uma vez que sua atuação se amplia para toda a cadeia de valor – e para gerar novas oportunidades de negócios.
Economia circular é manter os recursos em uso o maior tempo possível, minimizar sua disposição, utilizá-los da maneira mais eficiente possível, recuperar e regenerar produtos e materiais em todo o seu ciclo de vida. O modelo exige mudanças substanciais em termos de tecnologia e, principalmente, de comportamento de todos nós.
Para isso, o pensamento circular não deve ser limitado às operações internas de uma empresa. Um conceito de economia circular atuante tem de considerar o produto, o processo, o uso e o seu sistema de reutilização desde a concepção. Ele deve incentivar as empresas a pensar não somente em sua etapa de produção individual, mas considerar toda a cadeia de valor para o seu desenvolvimento, uso, descarte e reúso de produtos.
No setor de transporte, as tendências de conectividade, a condução autônoma e o aumento de carros elétricos devem permitir aos fornecedores de serviços de mobilidade oferecer opções de transporte coordenado.
Já as mudanças na cadeia da agricultura, provavelmente, seriam menos disruptivas. As inovações nos sistemas de tecnologia de informação podem facilitar a agricultura de precisão e criar a oportunidade de coordenar as cadeias de suprimento totalmente digitalizadas, o que reduz a quantidade de desperdício de alimentos ao longo de toda a cadeia.
Finalmente, na cadeia da construção, já vemos a influência das novas tecnologias, como a impressão 3D e os processos de construção industrial na fábrica, o que significa que desde o desenvolvimento dos materiais se procura economizar recursos como água e energia, por exemplo.
A economia circular afeta as empresas, produtos e serviços de diferentes maneiras. A Basf, como líder mundial em inovação, não é alheia às tendências globais e, por isso, desenvolveu duas táticas em uso na América do Sul que exemplificam essa ideia.
A Keep it Smart é o uso inteligente das soluções para aumentar a eficiência dos processos em toda a cadeia e tornar os produtos mais eficazes. Uma amostra disso é o conceito Verbund. O sistema cria cadeias de valor eficazes desde os químicos básicos até produtos de valor elevado. Para produzir essa variedade de soluções, os coprodutos de uma planta são utilizados como matérias-primas de outra – garantindo um menor consumo de energia, menos resíduos e, como consequência, a preservação de recursos.
Já a tática Close the Loops refere-se aos resíduos e coprodutos transformados em recursos que podem ser reaproveitados no mesmo processo ou alterados a fim de contribuir para processos diferentes. Um exemplo disso é a reutilização dos metais preciosos recuperados após o fim da vida dos catalisadores automotivos.
A transição de uma economia linear para um modelo circular traz alterações significativas nos modelos de negócios e nas atividades de muitas indústrias. O grau e a velocidade de “circularidade” dependerão do ritmo de desenvolvimento tecnológico, dos incentivos regulatórios, dos novos modelos de negócios, da disponibilidade de investimentos e da disposição dos consumidores e do setor empresarial para mudar seu comportamento.

A água brasileira corre para as multinacionais

Por Flávio José Rocha da Silva*, no site do Fórum Mundial Alternativo das Águas, FAMA
Uma corporação canadense já controla o abastecimento de 17 milhões de brasileiros. Outras estão à espreita numa privatização tramada sem nenhum debate com a sociedade
A história do Brasil, não é novidade, foi forjada por uma sucessão de saques contra as nossas riquezas naturais. A lista é longa: pau-brasil, açúcar, ouro, diamantes, algodão, café, ferro, borracha, nióbio, sal, mogno, petróleo, etc. Como o que está ruim pode piorar, como diria um pessimista empedernido, eis que agora podemos acrescentar a água a esta lista.
Antes já comprovadamente explorada na irrigação e dando base para o que hoje é chamado de “exportação da água virtual” com a venda de frutas e de soja para fora do país (há outros itens, mas estes são os mais relevantes), o controle dos recursos hídricos avança no país por parte das multinacionais. A água nossa de cada dia já gera, há muito tempo, lucro para alguns grupos econômicos estrangeiros vindos de países sem a mesma abundância em mananciais como tem Brasil. Há razões para essas empresas se instalarem aqui no nosso país. Basta afirmar que para produzir 1 quilo de banana são gastos 790 litros de água, segundo o site da Waterfootprint [1] (organização que mede o gasto de água para produzir alguns alimentos e produtos). No caso da soja, para produzir 1 quilo desta leguminosa são necessários 1.500 litros de água. Adivinhe o nome do país que se tornou o maior produtor de soja no mundo.
Sobre a apropriação da água para a fruticultura irrigada, pergunte aos moradores do entorno do Canal da Integração construído pelo então governador do Ceará, Ciro Gomes, o que eles acham da presença das grandes empresas de fruticultura na Chapada do Apodi cearense e o acesso que eles tem sobre aquela água. É que por lá a água tem dono, e não são os moradores locais. Experimente ter que amarrar a si próprio em uma estaca para descer em um canal e conseguir uma lata de água durante a madrugada correndo o risco de ser pego por seguranças e ainda ser acusado de roubo. Nem todos são convidados para o banquete do progresso da agricultura em grande escala e mecanizada do Apodi.
a agua que voce nao ve

Quero tratar também de outra forma de comercializar/mercantilizar/privatizar a água. É sobre o que vem acontecendo com a administração das distribuidoras de água do nosso país. Desde a Era Collor de Mello, aprofundando-se no “reinado” de Fernando Henrique Cardoso e nos governos petistas, a posse deste serviço pelos estados e municípios vem sendo lentamente desconstruída e repassada para empresas privadas. Não tenho nada contra as empresas privadas, mas água é importante demais para ficar sobre o controle de algumas empresas. Privatizar pode significar privar as pessoas do acesso a um bem natural em muitos casos. Se você não pode pagar a conta da água, você será privado do acesso a ela nas torneiras da sua casa. Empresas privadas precisam pagar funcionários, impostos e ter lucro. E quanto mais lucro melhor para garantir a sobrevivência no mundo cruel dos negócios. É a natureza delas. Goste-se ou não, é assim que funciona. Se você pensa que é diferente, pergunte aos bolivianos sobre a relação nada amigável entre eles e a empresa estadunidense Bechtel que administrou a distribuição da água por lá e causou tamanho revolta com o aumento das tarifas impagáveis pelos mais pobres e o consequente corte da água para as suas casas. Não por acaso, aconteceu a chamada Guerra da Água causando a morte de mais de setenta pessoas nas ruas de Cochabamba no ano 2000. Pode também perguntar aos franceses por que as empresas distribuidoras de água na França, que por décadas foram administras por empresas privadas, passaram a ser re-estatizadas em vários municípios de lá, incluindo Paris. No entanto, o Brasil segue o caminho da privatização da água já fracassado em outros países. Por que será?
A linguagem não é neutra. Mas o que há entre a não neutralidade da linguagem e a privatização da água no Brasil? Simples: ela é utilizada a favor da justificativa do repasse das nossas águas para as mãos de multinacionais. Você lerá/verá/escutará cada vez mais que a água é um bem econômico e assim deve ser tratada. Interessante é que nunca se afirma que por isso mesmo ela deva ser administrada pelo Estado e gerar mais dividendos para melhorar a qualidade de vida dos seus habitantes. Outro artifício linguístico é falar em concessão do saneamento básico. Concessão é com-ceder, ceder o que se tem para outrem. No Brasil o governo diz conceder para passar a ideia de que a estatal continuará a pertencer ao governo, mesmo que ela passe a ser administrada por uma empresa privada tirando todo o poder governamental sobre a mesma. Tenta-se fantasiar o boi de cavalo. Será difícil retomá-la para o âmbito governamental em um país onde o mundo privado já domina os governos. Com relação a palavra saneamento, o primeiro lampejo mental para a população em geral é lembrar de esgoto. Quem não quer melhorar a situação do acesso e tratamento dos esgotos brasileiros. Você acredita que as empresas privadas vão sair por aí cavando asfalto para promover o aceso aos esgotos nas nossas favelas? Sejamos sinceros, onde já tem será mantido, onde não tem, não terá por iniciativa delas.
Um outro elemento linguístico utilizado para ajudar a convencer a todos da boa natureza da privatização da água é o discurso da escassez para amedrontar a população. Esta é outra estratégia que vem dando certo. Não que a escassez não exista. Ela é real e mortífera em várias partes do globo. Mas onde não é realidade ou não tão impactante, a escassez tem sido amplificada por parte da mídia. “Ficaremos sem água”, “a água está acabando,” “é preciso economizar água,” “Não desperdice água,” “o desperdício é causado porque a água é gratuita,” etc. Não há no mesmo discurso o chamamento da atenção para o fato de que 70% da água doce no planeta são gastos com irrigação e menos de 10% em uso doméstico. O discurso é tão eficaz, que existem crianças policiando o banho dos pais. Não que não devamos economizar água, longe disso. O problema é culpar o usuário comum quando ele não é o grande vilão da história.
Outro bom exemplo da linguagem a serviço da manipulação é a forma como o atual governo e as mídias encontraram para retratar as negociações para as privatizações das estatais da água. Primeiro era por meio da Parceria Público Privada – PPP. Então surgiu agora o Programa de Parceria de Investimento – PPI. Tudo falácia. No final é o dinheiro público financiando a compra das empresas públicas por empresas privadas e ainda com garantia de lucros nos contratos. Sem essa garantia, os grupos econômicos não consideram a amizade com o governo tão sincera.
O bom e velho BNDES foi acionado pelo governo da vez para ajudar a “democratizar o saneamento” com o PPI. Bondade não tem limite para este Banco de Desenvolvimento. E seus atos bondosos incluem a pressão para que os estados concedam a administração das suas distribuidoras de água para a privatização, digo, concessão (mas é privatização, mesmo). A fila vai começar com a CEDAE – Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro. O BNDES está financiando grupos econômicos que queiram entrar no negócio da água e 18 estados estão na fila para entregar o leite a um bebê faminto.
Mas se engana quem pensa que as multinacionais da água ainda vão chegar. Hoje o Brasil já tem 17 milhões de pessoas, em 12 estados brasileiros, são atendidas na distribuição de suas águas pela Bookfield, uma multinacional canadense. Ela comprou esta “fatia do mercado” da Odebrecht Ambiental. Parece pouco, mas o valor da transação foi de quase 3 bilhões de reais. Não é um mercado para qualquer um, como se vê.
O Ouro Branco, como é chamada a água em contraposição ao título de Ouro Negro dado ao petróleo, é um bom negócio, mas não para as populações carentes. Em um pequeno livrinho chamado O Manifesto da Água (2002), de autoria Riccardo Petrella e em outro livro publicado pela canadense Maude Barlow intitulado O Convênio Azul: a crise global da água e a batalha futura pelo direito a água (2009) [2], as consequências negativas para as comunidades e positivas para as empresas estão descritas com vários exemplos ao redor do planeta. São Paulo conhece bem as negativas quando sofreu um choque com o racionamento provocado pela ideia do lucro primeiro, população depois. É que 49,7% da Sabesp pertencem a empresas privadas. Vários analistas da questão hídrica culparam a empresa por não ter investido na melhoria da infraestrutura por anos, uma das causas do problema. Teoricamente o governo paulista tem maioria de 0,3 para a tomada de decisões. Mas nós todos sabemos como falham as teorias…
O avanço das ondas das novas privatizações vem como um tsunami. O problema é que agora não há mais estatais como Vale do Rio Doce, Embraer, Telebras, Rede Ferroviária, etc. Tudo já foi vendido nos anos noventa. Se é preciso satisfazer a sede dos grupos econômicos, que venha a bebida disponível no momento e esta é a água nossa de cada dia.

Flávio José Rocha da Silva é doutor em Ciências Sociais

[1]Há várias maneiras de calcular o gasto com á água na produção de alimentos. Escolhemos o da Waterfootprint que pode ser acessado no link http://www.pegadahidrica.org/?page=files/home


(Outras Palavras/Envolverde)

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Saneamento básico para todos. Será?

Saneamento Basico Precario no BrasilMoradias ribeirinhas sem nenhum tratamento de esgoto


O Governo admitiu, com 17 anos de antecedência, que não conseguirá cumprir a meta de saneamento básico estipulada para o país. O Plano Nacional de Saneamento básico visava atender 90% do território com o tratamento e destinação adequada do esgoto até 2033. O mais impressionante dessa afirmação é a constatação de que o problema é crônico e histórico no país. Atualmente, quase metade da população (43%) vive em cidades sem rede de tratamento de esgoto.
O que levou o Governo a assumir a incapacidade de alcançar a meta estipulada quase duas décadas antes é o ritmo lento das obras e a falta de comprometimento das gestões envolvidas.
A justificativa do Secretário Nacional do Saneamento – Paulo Ferreira, é que as prefeituras dos pequenos municípios tem dificuldade de administrar o problema, seja por falta de pessoal especializado (técnicos, engenheiros e empreiteiras), ou por desinteresse por parte dos prefeitos. Outro ponto notável é a significativa desigualdade entre as regiões: enquanto na região Norte cerca de 90% dos brasileiros vivem sem o serviço de saneamento básico, no Sudeste essa parcela da população representa só 17%, menor número em todo o país.
A preocupação é proporcional ao tamanho do problema: A falta de saneamento básico e rede de esgoto deixa o país ainda mais exposto à doenças. Desde os problemas mais corriqueiros como diarreia e doenças dermatológicas, ao agravamento de epidemias que já estão preocupando as autoridades de saúde: o descaso com o tratamento da rede de esgoto aumenta as condições para a proliferação do mosquito responsável pela Dengue, Chikungunya e Zika.

Ameaça à saúde pública
A gigantesca parcela da população que não recebe este serviço básico, está perigosamente suscetível a diversas doenças causadas pelas más condições oriundas da falta de tratamento de água e esgoto. A exposição a vírus, bactérias e condições insalubres aumenta a incidência de doenças como:
Febre Tifóide
A infecção se dá pelo contato direto com o portador da doença ou através do consumo de água e alimentos contaminados pelos bacilos eliminados nas fezes e urina do doente.
A falta de higiene e condições sanitárias precárias são determinantes para proliferação da Salmonella entérica typhi, bactéria causadora da doença. A princípio apresenta sintomas brandos como febre prolongada, manchas rosadas no corpo, falta de apetite, mal‐estar e dor de cabeça, podendo apresentar distensão e dores abdominais, vômitos e diarréia com sangue. Em casos extremos, a falta do tratamento pode causar hemorragias internas e perfuração no intestino, elevando o risco de óbito.

Cólera
Causada pela bactéria vibrio colérico (Vibrio cholerae) é uma doença infectocontagiosa aguda do intestino delgado. Sua contaminação dá‐se principalmente pela ingestão de alimentos contaminados, mal cozidos ou o contato direto com as fezes de pessoas infectadas. A cólera causa intensa diarreia, vômitos, dores abdominais e eventualmente, febre. A perda excessiva de líquidos leva a desidratação severa, podendo também comprometer o estado nutricional do portador. Em casos extremos, onde ocorre o choque hipovolêmico que pode levar a falência dos órgãos e, consequentemente, a morte. A falta de higiene e saneamento é uma das principais fontes de contaminação da doença.

Leptospirose
Os principais transmissores da doença são os ratos urbanos, responsáveis por contaminar a água com a bactéria Leptospira, presente na urina desses roedores. A contaminação acontece quando o indivíduo entra em contato com a água contaminada e a bactéria entra na corrente sanguínea através de pequenos ferimentos ou mucosas. A doença causa febre alta, mal estar, mialgias (dores musculares), olhos vermelhos, tosse, manchas avermelhadas no corpo, cansaço, náuseas, diarreia e desidratação severa. A doença também pode provocar o agravamento da saúde através da meningite. Suas complicações podem levar a complicações renais, hemorragias e coma.

Disenteria bacteriana
Também conhecida como Shigeloses, dá‐se através do contato com fezes ou alimentos contaminados pela bactéria Shigella. Acomete o intestino provocando diarreia severa muitas vezes acompanhadas de sangue e muco e cólicas abdominais.

Parasitoides
A convivência em ambientes insalubres, sem o saneamento correto e acesso a água potável pode ocasionar a proliferação de parasitas humanos. O contato com água e fezes contaminadas provoca doenças proeminentes de protozoários lombrigas e vermes. Infecções como a Amebíase, Giardíase e Teníase têm em comum a presença de parasitas que adentram o organismo humano, instalam‐se no sistema digestivo e ocasionam uma série de problemas ao hospedeiro. Essas doenças normalmente acometem infecções intestinais, disenterias, esteatorreia e diversos outros sintomas extremamente incômodos ao doente. Além disso, sua incidência pode prejudicar consideravelmente o desenvolvimento do indivíduo, tanto físico quanto intelectual, por comprometer seu estado nutricional.

Agravamento de epidemias: Zika e Dengue
As enfermidades causadas pela falta de saneamento básico podem parecer um problema distante para aqueles que não convivem com essa realidade, mas as consequências da negligência em relação a politicas básicas como essa pode ter efeitos devastadores para toda a sociedade.
A proliferação de agentes causadores de epidemias como o mosquito Aedes Aegypti dá um tom ainda mais preocupante à essa questão. O saneamento básico é fundamental para que a população se sinta envolvida num conjunto de medidas para combate ao mosquito e outras doenças, porém se existe o abandono por parte dos gestores, dificilmente os moradores se sentirão comprometidos com as ações. O abandono de regiões periféricas ou até mesmo cidades inteiras favorece a cultura do acúmulo de lixo além de outras condições favoráveis a incidência de criadouros do mosquito.

O Brasil
A situação no Brasil é tão alarmante que diretora geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margaret Chan, desembarcou no país no último dia 23 para discutir com as autoridades, incluindo a Presidente da República, medidas que podem ser tomadas para frear a epidemia de microcefalia relacionada ao Zika, iniciada em nosso território. Durante seu primeiro mandato na direção da OMS, Chan desenvolveu uma série de medidas de combate à desnutrição, alertando para sua relação com problemas sanitários e condições de higiene precárias em regiões como a Ásia. No relatório desenvolvido pela Organização, destacou‐se a necessidade da adoção de políticas de saneamento e acesso a água potável como forma de garantir a saúde e desenvolvimento da população.
No Brasil, os números demonstram que a população segue sofrendo devido à falta de políticas básicas de atenção à saúde. E o mais preocupante é que a faixa etária mais prejudicada é justamente a mais nova: doenças infectocontagiosas e epidemias como a Zika representam grande risco a população infantil.

Crianças são as mais prejudicadas
O efeito das doenças causadas pela exposição ao esgoto e a água contaminados prejudica sobretudo as crianças na primeira infância, período dos 0 aos 5 anos de idade, fase na qual os fatores externos são determinantes para o seu desenvolvimento físico e intelectual.
As frequentes diarreias e desidratações causadas pela ingestão de alimentos contaminados, água sem tratamento adequado ou até mesmo pequenas infecções intestinais causadas por agentes transmissores podem comprometer seriamente o estado nutricional e, consequentemente, o crescimento da criança.

Alimentação
De acordo com a nutricionista Bruna Benedetti da Nova Nutrii “Doenças intestinais recorrentes e principalmente a contaminação por parasitas pode influenciar na capacidade do organismo da criança em absorver os nutrientes da alimentação. Outras questões podem piorar o quadro, como falta de apetite e falta de acesso a alimentação adequada, resultando em crianças mal nutridas e com crescimento comprometido.”. O resultado dessa triste combinação é uma geração de crianças com saúde debilitada, de menor estatura e baixo aproveitamento escolar.
Enquanto a solução não vem em definitivo, medidas simples podem ajudar na prevenção de doenças: “Lavar muito bem os alimentos, higienizar as mãos, ferver a água e evitar contato com ambientes de risco podem ajudar a minimizar os problemas. Além disso, crianças que apresentarem sintomas como de falta de apetite, vômito e diarreia devem ser acompanhadas por um médico. A utilização de suplementos nutricionais e uma dieta balanceada podem ajudar a recuperar o estado da criança e fortalecer seu sistema imunológico” – aponta Bruna Benedetti.
Apesar dos avanços que o país tem feito nos últimos anos em relação ao combate à miséria e desnutrição, os números apontados pelo Governo quanto à meta do Saneamento Básico vão totalmente na contramão desta preocupação. A sociedade deve seguir atenta e cobrar medidas dos órgãos competentes, afinal como o próprio nome diz, é um direito básico que pode assegurar a saúde da população e vai muito além, é um indicador de qualidade de vida e de condições mínimas de dignidade.
Fonte: Jornal Dia Dia